ALEXANDRE VARANDAS
Nasci em Massy, perto de Paris (França) mas actualmente resido em Portugal (M
ogadouro).
Nasci dia 2 de Setembro de 1991, com 3. 600 kg. Passei grande parte da minha infância a viver no estrangeiro.
Ainda me lembro do meu 1º dia no infantário, em Verriéres le Buisson. Eu estava a ir para lá muito contente e ansioso, mas quando cheguei à sala, e vi os meus colegas de turma a chorar, comecei a chorar também, não sei porquê.
No terceiro ano de infantário, tive uma namorada. Na altura tinha 5 anos, não me lembro de nada acerca dela, apenas sei que era uma rapariga loira. Fiquei triste quando ela mudou de escola, perguntei à minha mãe, se algum dia eu iria voltar a vê-la mas, a verdade, é que nunca mais a vi. Ainda na mesma época (eu era muito meigo e gostava de todos os meus colegas de turma) conheci o meu primeiro adversário. Não encarávamos um com o outro, eu não o suportava. Brigámos várias vezes e acabávamos sempre de castigo os dois. Por outro lado o Robin era o meu maior amigo. Andávamos sempre juntos, éramos inseparáveis. Pode dizer-se que foi a minha maior amizade em França.
Com 6 anos, chega a altura de ir para a escola primária. Recreio novo, turma nova, professora nova. Mas frequentei o 1º ano em França, apenas até ao Natal (1997), porque eu e a minha família regressámos a Portugal. Fui viver para casa dos meus avós (Azinhoso) e foi lá que completei o meu 1º ano. Felizmente, não tive dificuldade em adaptar-me à língua portuguesa, também porque os meus pais sempre me iam ensinando algumas coisas quando estávamos em França. A escola no Azinhoso era completamente diferente daquela a que eu estava habituado. Lembro-me do meu primeiro dia de aulas, foi lá que conheci o Micael que para sempre ficou um grande amigo.
No ano seguinte, os meus pais alugaram uma casa em Mogadouro onde passei a frequentar a escola primária. Mais uma vez, escola nova, professor novo e turma nova. Naquela turma nunca me puseram de lado por ter vivido em França; gostei do professor, do espaço, da escola e dos meus colegas.
Já com 10 anos, no 5º ano, tive que me adaptar a um novo método escolar.
Tive uma turma que adorei, assim como os professores. Nesta escola, passei por bons momentos, talvez alguns dos melhores momentos da minha infância. Tive uma grande paixão mas nunca me cheguei a declarar… A timidez sempre foi uma das minhas principais características. A minha turma era tão fixe que fiquei com receio de perder os meus colegas quando transitasse de ciclo. Tal não aconteceu e o primeiro dia de aulas no liceu deixou-me memórias indeléveis. Lembro com particular acutilância a minha directora de turma do 7.º ano: já não me lembro do seu nome, tinha sardas e era ruiva; leccionava a disciplina Ed. Visual. Era assustadora, até tinha medo, nas aulas, quando me dirigia a palavra. E quando não trazíamos o material para as aulas, então aí...
Lembro também da professora de História do meu 8.º ano: tinha o cabelo alaranjado, sempre despenteado e andava sempre de botas; era muito divertida e animava as aulas de tal maneira que os alunos nunca estavam desatentos.
Sempre tive um percurso escolar “tremido”, sempre na ânsia de saber se transitaria de ano ou não. O nono ano não foi diferente, aliás, foi o pior dos anos. A turma, que sempre fora a mesma desde o 5.º ano, desmembrara-se. Fui parar a uma turma problemática, mais de 70% de alunos da turma eram repetentes. Não éramos más pessoas mas a escola não era a nossa primeira prioridade daí que o resultado previsível não se fez esperar: reprovei!! Repeti o ano e o resultado foi o mesmo mas, desta vez, confesso, senti-me injustiçado. Apesar de ter realizado os exames de equivalência, não consegui superar os obstáculos.
Daí que o Curso Profissional surgiu na hora H – não hesitei, estava farto do ensino regular, inscrevi-me e aqui estou eu! Nunca na minha vida tinha tido um percurso tão satisfatório, consegui transitar sem nenhuma negativa, sem sobressaltos! Já fiz um estágio profissional e o futuro parece-me interessante.
Para lá da escola, a minha vida é plena de emoções. Sou profissional de futsal, iniciei a minha actividade como jogador aos 11 anos pelo Clube Académico de Mogadouro. Aos treze anos tive uma lesão no joelho o que me impossibilitou de dar o meu melhor ao Clube. Mas continuei e este ano esperamos ser campeões!
ogadouro).Nasci dia 2 de Setembro de 1991, com 3. 600 kg. Passei grande parte da minha infância a viver no estrangeiro.
Ainda me lembro do meu 1º dia no infantário, em Verriéres le Buisson. Eu estava a ir para lá muito contente e ansioso, mas quando cheguei à sala, e vi os meus colegas de turma a chorar, comecei a chorar também, não sei porquê.
No terceiro ano de infantário, tive uma namorada. Na altura tinha 5 anos, não me lembro de nada acerca dela, apenas sei que era uma rapariga loira. Fiquei triste quando ela mudou de escola, perguntei à minha mãe, se algum dia eu iria voltar a vê-la mas, a verdade, é que nunca mais a vi. Ainda na mesma época (eu era muito meigo e gostava de todos os meus colegas de turma) conheci o meu primeiro adversário. Não encarávamos um com o outro, eu não o suportava. Brigámos várias vezes e acabávamos sempre de castigo os dois. Por outro lado o Robin era o meu maior amigo. Andávamos sempre juntos, éramos inseparáveis. Pode dizer-se que foi a minha maior amizade em França.
Com 6 anos, chega a altura de ir para a escola primária. Recreio novo, turma nova, professora nova. Mas frequentei o 1º ano em França, apenas até ao Natal (1997), porque eu e a minha família regressámos a Portugal. Fui viver para casa dos meus avós (Azinhoso) e foi lá que completei o meu 1º ano. Felizmente, não tive dificuldade em adaptar-me à língua portuguesa, também porque os meus pais sempre me iam ensinando algumas coisas quando estávamos em França. A escola no Azinhoso era completamente diferente daquela a que eu estava habituado. Lembro-me do meu primeiro dia de aulas, foi lá que conheci o Micael que para sempre ficou um grande amigo.
No ano seguinte, os meus pais alugaram uma casa em Mogadouro onde passei a frequentar a escola primária. Mais uma vez, escola nova, professor novo e turma nova. Naquela turma nunca me puseram de lado por ter vivido em França; gostei do professor, do espaço, da escola e dos meus colegas.
Já com 10 anos, no 5º ano, tive que me adaptar a um novo método escolar.
Tive uma turma que adorei, assim como os professores. Nesta escola, passei por bons momentos, talvez alguns dos melhores momentos da minha infância. Tive uma grande paixão mas nunca me cheguei a declarar… A timidez sempre foi uma das minhas principais características. A minha turma era tão fixe que fiquei com receio de perder os meus colegas quando transitasse de ciclo. Tal não aconteceu e o primeiro dia de aulas no liceu deixou-me memórias indeléveis. Lembro com particular acutilância a minha directora de turma do 7.º ano: já não me lembro do seu nome, tinha sardas e era ruiva; leccionava a disciplina Ed. Visual. Era assustadora, até tinha medo, nas aulas, quando me dirigia a palavra. E quando não trazíamos o material para as aulas, então aí...
Lembro também da professora de História do meu 8.º ano: tinha o cabelo alaranjado, sempre despenteado e andava sempre de botas; era muito divertida e animava as aulas de tal maneira que os alunos nunca estavam desatentos.
Sempre tive um percurso escolar “tremido”, sempre na ânsia de saber se transitaria de ano ou não. O nono ano não foi diferente, aliás, foi o pior dos anos. A turma, que sempre fora a mesma desde o 5.º ano, desmembrara-se. Fui parar a uma turma problemática, mais de 70% de alunos da turma eram repetentes. Não éramos más pessoas mas a escola não era a nossa primeira prioridade daí que o resultado previsível não se fez esperar: reprovei!! Repeti o ano e o resultado foi o mesmo mas, desta vez, confesso, senti-me injustiçado. Apesar de ter realizado os exames de equivalência, não consegui superar os obstáculos.
Daí que o Curso Profissional surgiu na hora H – não hesitei, estava farto do ensino regular, inscrevi-me e aqui estou eu! Nunca na minha vida tinha tido um percurso tão satisfatório, consegui transitar sem nenhuma negativa, sem sobressaltos! Já fiz um estágio profissional e o futuro parece-me interessante.
Para lá da escola, a minha vida é plena de emoções. Sou profissional de futsal, iniciei a minha actividade como jogador aos 11 anos pelo Clube Académico de Mogadouro. Aos treze anos tive uma lesão no joelho o que me impossibilitou de dar o meu melhor ao Clube. Mas continuei e este ano esperamos ser campeões!
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