22 junho, 2009

JOÃO PATETA

POSSÍVEIS FINAIS
(Oficina de escrita)


(...)
No dia seguinte, o João foi trabalhar para um ferreiro que lhe deu um pão como re compensa do seu dia de trabalho. O João atou um cordel ao pão e trouxe-o arrastando atrás dele. Chegou a casa, com o pão todo, estragado.
- És um desastre – respondeu-lhe a mãe. – Devias tê-lo trazido na mão.
-Assim o farei na próxima vez – respondeu o João .
Tempos depois, João foi trabalhar para outro padeiro. O padeiro deu-lhe um cão pelo seu dia de trabalho.O João, desta vez, lembrou-se das palavras da mãe: agarrou no pão com as duas mãos e não o largou até chegar a casa.Chegou a casa e a mãe, finalmente feliz porque o seu filho parecia ter atinado, respondeu-lhe.
-Ai meu rico filho, cheguei a pensar que nunca irias trazer para casa a recompensa do teu dia de trabalho.

Paulo Lousas


(...)
No dia seguinte, João foi trabalhar para um mosteiro onde teria que o limpar todo. Mas quando chegou a parte das casas de banho ele recusou. O padre deu-lhe umas bofetadas bem assentes. João, de seguida, vai limpar o santo do altar, mas como ele não sabia o que era, começou a brincar com os aparatos que lá estavam. O padre, consoante o vê a brincar com aquilo, ofereceu-lhe uma par de chapadas, desta vez ainda mais afincadas.
João, não gostou da brincadeira e, a chorar, disse que já não queria trabalhar mais.
O padre, feliz da vida, aceitou e mandou-o embora.
- Então a minha recompensa? – pergunta o João a chorar.
- São mais dois pares de bofetadas! – respondeu o padre, já farto dele até aos cabelos (que a bem dizer já não eram muitos).
João, nesse momento, agarra na corda, prende o padre pelas mãos, e leva-o para casa. Chega a casa cansado de tanto puxar e sem dar conta que o padre tinha desmaiado e se encontrava inanimado.
- Que trazes aí meu imbecil? – pergunta a mãe, aterrorizada com o que viu.
- É a minha recompensa. O padre disse que me dava dois pares de punhadas pelo trabalho... e eu, já farto de tanto apanhar, achei que era melhor ele aprender uma lição!
- Para a próxima trazes o homem vivo e inteiro, ao menos sempre dá mais jeito! – a mãe com tom ironizado lhe respondeu.

Viriato Vaz



(...)
João, já chateado de ouvir tantas vezes a mãe, e de fazer tanta asneira, decide combinar com a mãe como resolver o problema. Pensam e repensam e chegam a uma conclusão:
- Mãe todos os dias, à mesma hora vais ter comigo ao trabalho e assim recebes o pagamento e tratas a situação como deve ser! - sugeriu o João.
A mãe ficou meio aparvalhada com a lucidez do seu filho. Vendo bem as coisas talvez ele não fosse tão parvo como primeiro supusera. Ficou mais feliz por ver que o seu filhinho não era muito diferentes dos outros rapazes da sua idade. A partir desse dia tudo passou a correr bem e viveram melhor (pelo menos durante uns tempos!).

Carla Pires

17 junho, 2009

HISTÓRIAS DE HOJE

CAPUCHINHO VERMELHO

Era uma vez uma chavala que se chamava Capucho, Capuchinho Vermelho pós manos.
Um dia a cota da Capucho mandou-a ir levar umas cenas para a avó acalmar a galga. E ela pegou logo no sk8 e trapla, botou-se logo ali a fazer altos back flips a descer a city.
Deparou-se com um tipo bués de chunga, e disse-lhe:
- Atão bro?! Qué que estás aqui a cheirar?
- Nada, minha senhora, estou apenas a conhecer melhor a minha paróquia, respondeu ele. Sou o novo padre, acrescentou.
- Padre??? Tu és um lobo, men!
- Pois sou minha senhora, e até há bem pouco tempo era selvagem. Depois fui para o seminário e acalmei.
- Então vê lá se te portas bem, para não ter de chamar os meus sócios e encher-te esse corpo de porrada.
- Com certeza minha senhora.
A Capucho arranca em direcção a casa da avó, dá-lhe logo aquilo que tinha de lhe dar e baza a dar alto gazete até casa onde foi pó hi5 ver uns gajos para aviar.


Por Hugo Gomes, André Ribeiro




O SOLDADINHO PERNETA


Era uma vez um chavalo que era fanático pela tropa.
Um dia decidiu seguir essa via e, entre batalhas e guerras, birras e outras confusões, viu-se usurpado de um dos seus membros inferiores. Despernado, desamparado, dabrigado, foi encostado a um canto como quem encosta um pau de vassoura. Na verdade não era um pau de vassoura mas uma perna de pau que à vassoura se assemelhava.
Nesse seu canto, embrulhado em jornais e protegido por caixas de papelão (as caixas protectoras dos frigoríficos eram as sua preferidas) observava todas as noites uma casa de strip ali nas redondezas. Na verdade a casa pouco lhe interessava, o seu olhar ia inteirinho para uma bela stripper que ali trabalhava. Ansiava pelo cair da noite, vivia para aqueles momentos em que a via chegar.
Um dia ela também o olhou, primeiro com indiferença, depois mais atentamente. No dia seguinte voltou a olhá-lo; no terceiro dia (ou melhor dizendo, noite) deu-lhe um sorriso. O soldado perneta pensou que estava a sonhar. Não caiu da cama abaixo porque em baixo era a sua cama mas ficou completamente abananado, os olhos esbugalhados, o queixo caído.
A partir daí, todos os dias (ou noites) trocavam olhares, olhavam-se nos olhos, longamente, até que um dia... um dia ...
Bem, um dia, o dono da boîte percebeu porque é que a stripper chegava sistematicamente atrasada ao show. Além do mais o rendimento da artista estava a deteriorar-se, os clientes já não a apreciavam tanto. Sem demora, contratou uns seguranças que, sem piedade, pegaram no soldado perneta e... e... e o Tejo foi o o destino do infeliz. Sorte ou azar foi recolhido por um cruzeiro e durante uns dias navegou por águas desconhecidas. Mas, soldado profissional, não resistia a uma briga e daí até ser lançado de novo às águas foi um instante. Não teve a mesma sorte desta vez, não havia barco que o recolhesse. O destino lançou-o na dorso de um enorme atum que por ali se encontrava e que por gulodice acabou no anzol de um pesacdor de domingo.
O soldado perneta regressou a terra. De novo sem abrigo, lá se arrastou até à viela onde a stripper dos seus sonhos trabalhava.
O reencontro foi ... foi estranho. Ele mal a reconheceu de escanzelada que estava, ela mal o identificou com o pivete que exalava. De modos que, bem vistas as coisas, o melhor seria esperar por dias melhores...
Mas na sua imaginação... viveriam felizes para sempre.

imagem - Le mendiant a la jambe de bois, Jacques Callot

PorJosé Bastião e Rodrigo Silva.




TRÊS PORQUINHOS

Três porcos, gordos, bem cevados e independentes, decidiram viver separadamente; a vida em grupo era conflituosa. Cada dia havia entre eles, brigas, zangas, confusões. Pretendiam agora ter paz de espírito.
O primeiro porco, um bêbado e preguiçoso de primeira, construiu uma casita, feita à pressa, sem estilo nem estrutura, sem fundações nem qualquer tipo de resistência. Mal e porcamente, acumulou uma série de garrafas de Super Bock, entrelaçou-as com ráfia, uniu-as muito debilmente. Solidez era coisa que não havia mas ela não estava para se afligir...
O segundo porco, preguiçoso e mais gordinho, não quis ter trabalho. Calaceiro e sorna, apropriou-se de uma barraca da cerveja ali deixada depois da rave realizada nas redondezas. Melhor era impossível! Já estava pronta e sem trabalho nenhum. è verdade que não tinha grandes condições logísticas mas também para um porco não era preciso muita coisa...
O terceiro porco, mais maduro, trabalhador e inteligente que os irmãos, construiu um tasco de qualidade reconhecida pela Ordem dos Engenheiros - bem fundeada, alicerces resistentes, paredes fortes, janelas isolantes.
A vida corria sem contratempos até que um dia, um velho conhecido, inimigo de longa data, o lobo, decidiu visitá-los.
Quando deu de caras com a casinha do primeiro porco, fartou-se de gozar dizendo que a casa não prestava. O porco, contrariado e assanhado, apostou um barril de cerveja em como ele não seria capaz de derrubar a casa. Então o lobo soprou com todas as forças e derrubou a casa, ganhando assim um barril de cerveja.
De seguida, foi visitar o segundo porco. Passou-se a mesma situação, mas agora a aposta era a dois barris de cerveja! Sem a mínima dificuldade, o lobo devastou a barraca. E assim o lobo começava a coleccionar barris de cerveja.
Por fim, foi visitar o terceiro porco. Fez a mesma proposta, mas a aposta subia, agora, a três barris. Mas como o terceiro porco era esperto e trabalhador, e tinha construído um tasco grande e firme, o lobo não conseguiu vencer o desafio. Além disso, esperto, o terceiro porco espirrava continuamente afirmando suspeitar ser vítima da gripe suína. O lobo não quis ouvir mais nada. Gostava de cerveja mas não se atrevia a ser contagiado com o vírus H1N1. Não, não havia cerveja que valesse a vida. Apressadamente retirou-se do local e dificilmente lá voltaria.

Felizes e contentes com o desfecho da história, os três porquinhos juntaram-se no tasco a beber cerveja ate não poderem mais.


Por Alexandre Varandas e David Polónio



O PUTO CHUNGA

Uma pata cota e trenga deu à luz bués de patinhos. O último a nascer saiu meio torto, parecia carvão, era tótil chungoso, alto, beto. O puto sentia-se descriminado; cada vez que olhava à sua volta nunca via ninguém, sentia que todos se afastavam e o evitavam. Estava sempre sozinho, sentia-se miseravelmente abandonado. Um dia o puto passou-se do caco e bazou. Curtiu bués a noite, apanhou altas bezadas, passou de beto a bardino.
Mas como o que é demais passa a exagero e cansa, também ele se cansou uma bequinha das borgas e decidiu encontrar uma dama para começar a bulir. Vagueou e achou uma casa, que era de uma chavala bues de marada, com alta moca. A miúda acolheu-o em sua casa. O pirralho tornou-se tótil inteligente fez-se alto cisne, acasalaram e tiveram alta ninhada.

Por Carla Pires, Daniela Afonso e Joana Cordeiro




BOLA DE PÊLO

Era uma vez um cota que tinha três chavalos. Chamou-os e disse que tinha que orientar umas cenas para os bro.
Ao puto mais cota deu um moinho, ao chavalo do meio orientou um burro, ao puto mais puto orientou um gato.
O mais novo não gostou nada do que lhe caiu na sorte mas o bichaninho virou-se pra ele e disse: - Yo mano, orienta-me um saco e umas galochas.
O puto, no dia seguinte, orientou isso. O gajo vestiu-se e foi floresta fora até caçar uma lebre e orientou-lha ao king, dizendo que era do brother Marquês Carabás. Isto bués de vezes seguidas. O bichano disse ao brother que fosse tomar banho, e quando o king estava a passar, o bolas gritou para ajudar o seu brother que estava a ficar sem ar. O king ajudou o brother Carabas. Achou-o um tipo simpático e admirou-lhe o bola de pêlo. Levou-o ao castle e apresentou-o à filha, bués de gira! Ficaram caidinhos um pleo outro, juntaram os trapos e o que foi feito deles... ninguém sabe!

imagem em billyrockeoscomedoresdeacucar.blogspot.com/fe...

Por Viriato Vaz e Carlos Morais




Hansel e Gretel

Hansel e Gretel viviam dias difíceis: depois de uma busca a casa onde viviam com os pais, a moina encontrou doses consideráveis de heroína. Os seus cotas foram detidos e levados pela moina para a choça. Os chavalos foram entregues à Segurança Social que os reencaminhou para uma família de acolhimento que os tratava bués de bem. Mas os chavalos, como estavam habituados ao ambiente da pesada, não se conseguiram habituar à nova família. Um dia, decidiram dar de frosques. O Bairro Alto pareceu-lhes uma óptima opção. Encontraram uma casa abandonada, tomaram posse dela, alojaram-se e aí organizaram a sua vida. Filho de peixe sabe nadar – tal como os pais, dedicaram-se ao tráfico de substâncias psicotrópicas, maneira fácil de arranjar dinheiro.
Pouco a pouco, de traficantes passaram a consumidores. Cada dia mais uma migalha, cada dia mais uma dose. A vida já não fazia sentido sem o pó, tornava-se cada vez mais difícil sem o produto. Todos os motivos são pretexto para consumirem. Mas como arranjar cacau para se manterem o vício??
A caixa de esmolas dos pedintes tornaram-se alvo fácil, as mercearias de bairro seguiram-se na lista dos assaltos. Daí às caixas multibanco e carjacking foi um salto. A polícia tinha-os sob vigilância e ao primeiro deslize que eles cometessem... choça com eles! E o dia chegou - ansiosos e desatinados por uma dose não repararam que alguém os observava atentamente e após uma tentativa de roubo por sacão eis que se sentem agarrados pelos ombros. Mas o desepero era maior e empurra daqui empurra dali lá conseguiram safar-se.
Correram, correram até mais não. Onde encontrar refúgio? Conheciam gente p´rós lados da Cova da Moura, talvez se pudessem esconder ali. Meu dito meu feito! Era já noite quando lá chegaram, exaustos, extenuados, arrasados. Mas o que os esperava, oh lá lá!! Por muito baixo que tivessem chegado, não era ali que se iriam enfiar. A degradação era mais que muita, a miséria, a sordidez ultrapassavam os seus piores receios. Não, definitivamente não!
O sino da consciência bateu a rebate. Era hora de mudar! Os cotas não podiam vir dar uma mãozinha, ninguém os poderia ajudar. Bazaram dali. O banco de jardim serviria de cama nessa noite, depois logo veriam...
E dia após dia, noite após noite, mendigando um eurito, pedindo a sopa dos pobres lá foram sobrevivendo.

imagem em www. clipart.com

Por Luis Martins e Paulo Lousas



12 maio, 2009

Mão na massa!!


Nem só de palavras vive o Curso Profissional.
A verdade é que estes meninos têm muitas outras apetências que não passam só pela Língua Portuguesa.

Inseridos num curso de Gestão e Programação de Sistemas Informáticos, estes alunos deitam, literalmente, a mão ao material e é vê-los, todos animados, a tratar da maquinaria (perdoem-me a falta de rigor vocabular), base de todo o seuprocesso ensino-aprendizagem.


29 abril, 2009

Contadores de Histórias


Pintura de Paula Rego, A Dança

A falésia, recortado pela luz da lua, sobressai na noite escura. No topo, a fortaleza, como a cabeça de um monstro observa atentamente a dança e a euforia dos pares.
O mar, sereno e tranquilo, espelha a imagem nocturna acariciando a rocha e a areia.
Pares em movimento, desfrutam de noite estival. Saias rodopiam como um pião girando em torno de seu eixo.





16 abril, 2009

Textos de Opinião

TRINTA ANOS DE VIDA

O novo lançamento do CD dos Xutos e Pontapés, nomeado como o nome da banda, comemora os trinta anos de vida do agrupamento.
O CD está fantástico, pelas músicas e pelas letras.
Nas treze faixas que compõem o álbum, considero que só duas músicas são menos interessantes, porque não são cantadas, são faladas, e as letras não têm sentido.
Nas restantes onze músicas, quatro impressionaram-me pela letra e pela melodia. “Quem é Quem” fala da guerra e da pobreza em países africanos; “Perfeito Vazio” leva-nos ao sentido do inverno para o Tim, vocalista; “Sem eira nem beira” é a vez do Kalú, baterista, cantar e a mensagem é dirigida ao primeiro-ministro português; “Classe 79” resume a vida da banda no inicio.
É um álbum que vale a pena comprar, não só pelas músicas mas como também para ajudar a música portuguesa.

Por Viriato Vaz



AMY, EFEITOS DO VINHO DA CASA

Para os seus fãs ela é uma cantora fantástica.
De origem Inglesa, a cantora é uma das vozes da Soul mais explosivas. No decorrer do Rock in Rio Lisboa, verão de 2008, Amy tentou fazer um espectáculo impressionante e conseguiu!
Realmente foi o show mais falado de todo o festival. Amy apresentou-se altamente alcoolizada e sob efeito de estupefacientes.
A notória alteração psíquica da artista não passou despercebida a quem assistia ao concerto. Entrou em palco tentando disfarçar, mas as suas sucessivas quedas e a sua voz de “cana rachada” não permitiram omitir o seu estado.
Será Amy uma artista para actuar em festivais de carácter humanitário? Por amor de DEUS, deve ter sido o concerto mais deprimente que já vi.
Enfim, nem todos os artistas podem ter as mesmas atitudes perante o publico, mas a Amy exagera, o que não e nada bom e fez jus ao seu nome Whinehouse: terá sido o vinho da casa o culpado de tal estado?


Por Hugo Gomes e Rodrigo Silva





FÁCIL DEMAIS PARA SER VERDADE

Acho que é forçado, pré-fabricado e pouco plausível.
São inúmeras as situações em que o espectador se vê perante as cenas do crime, que a partida são insolúveis. No entanto os criminologistas encontram provas num curtíssimo espaço de tempo, o que na vida real,a polícia forense leva semanas ou meses (talvez anos) a resolver. Lembram-se do caso Maddie? Já que são especialistas tão bons,porque não são chamados para resolver este caso? De certeza que não iria ser tão difícil solucionar este caso, como se vê na série.
Isto é uma série que abusa muito para além da realidade.

Por André Ribeiro e José Bastião




QUE GRANDE JOGO!!!

O jogo entre Chelsea e Liverpool, realizado terça-feira, 13 de Abril de 2009, em Londres, foi o melhor que vi esta temporada. Ambas as equipas proporcionaram um grande espectáculo de futebol, não só pelo grande número de golos mas também pela atitude das duas equipas.
Foram certamente, os 90 minutos mais escaldantes dos últimos anos no mundo do futebol! Destacou-se principalmente o capitão dos “blues”, Frank Lampard! É um jogador deslumbrante e mais uma vez, foi um elemento fundamental para o sucesso da equipa. Não discrimino os colegas de equipa (que também jogaram muito bem). Frank não faz um jogo egoísta e individual (como o Hulk, ou Suazo), é um jogador de equipa e mais uma vez foi excepcional.Um outro aspecto fundamental de grande importância, para além dos atletas foi o público presente no estádio de Stamford Bridge, apoiaram incondicionalmente as suas equipas, independentemente do resultado. Resumindo tudo foi perfeito, para que este jogo se tornasse num grande espectáculo, que ficou para a história.

Por Alexandre Varandas, André Marcos





MR BEAN

Mr. Bean é uma personagem muito cómica e engraçada, consegue pôr toda gente a rir com as suas artimanhas. Usando toda a sua seriedade, profissionalismo e capacidade de interpertar a maior das parvoíces, é capaz de fazer soltar gargalhadas ao espectador.
Podem observar os seus filmes naRTP1, ou em DVD. Fascina-nos, em cada episódio, com o seu mini carrinho, mini inteligencia e maxi asneira.
É uma grande personagem porque nem todos sabem fazer o seu papel por gestos.
Gostamos particularmente do episódio onde ele estava a preparar o seu peru e deixou cair o relógio para dentro.


Por Joana e Carla






TOCA A GRAVAR PARA ENVIAR...

O “Tá a Gravar” é um programa de comédia que passa no horário nobre da S.I.C. . É um programa divertido para toda a família. Apresentam vídeos cómicos e originais, alguns realizados por telespectadores, outros retirados da internet, outros ainda realizados por canais televisivos. Para nós, os vídeos que mais gostamos são os vídeos realizados por telespectadores. Há curtas metragens que deviam ser seguidas porque caso contrário perdemos o fio à meada. Achamos que este programa devia ter mais tempo de antena , porque as pessoas gostam de ver além de novelas, programas que as façam esquecer, um pouco, a dureza da vida. Rir, ainda é o melhor remédio!

Por David Polónio e Paulo Lousas

A OVELHA CHONÉ

O DVD da Ovelha Choné, que reune os quatro primeiros episódios da saga, foi lançado recentemente para delírio dos seus fãs, que só a podiam observar na RTP2. É um desenho animado fofinho, inteligente, divertido e espantoso. A personagem está permanentemente metida em sarilhos, juntamente com o resto do rebanho e um cão todo castiço. É uma série para todas, ou quase, todas as faixas etárias.
O DVD da Ovelha Choné reune um conjunto de episódios para toda a família, é de fácil compreensão e proporciona divertimento e bem estar. No nosso ponto de vista é um desenho animado pouco pedagógico, pois a persoangem só está bem em sarilhos e a desobedecer ao seu “dono”.
Gostamos particularmente do episódio em que elas fazem uma rave no estábulo. A partir de uma aparelhagem velha, aos pedaços, conseguiram pô-la a funcionar. Iluminaram tudo com luzes e bolinhas do Natal, animaram o ambiente com música, bebida e comida, fazendo lembrar os mais jovens em convívio delirante fora da alçada e observação dos mais velhos. Vendo bem esta situação, consideramos a série fenomenal. Têm sentimentos, sonhos, ambições, vivem tristezas e amarguras, alegrias e diversão como qualquer um de nós. Afinal, esta metáfora da Ovelha Choné não é mais que um espelho da nossa realidade.

Por Daniela Afonso e Luis Martins




MX vs ATV

MX vs ATV é um jogo para computador, dirigindo a todas as idades. É um jogo muito interessante sobre desportos radicais realizados com motas, aviões e outros meios de locomoção. Achamos muito interessante porque podemos escolher o que quisermos fazer, assim como todo o tipo de manobras radicais tanto no ar como na terra. Este jogo permite-nos vibrar, sentir a adrenalina de experienciar situações, algo que na realidade não se faz no dia-a-dia. Por outro lado, pode ser um pouco aborrecido, sem grande interesse para pessoas que não apreciam desportos radicais, que não gostam de aventuras fictícias.

Por Carlos Morais e Nelson Pinto

20 março, 2009

ENTREVISTA


... ao Quim Barreiros!


Quem é ele?
Com 62 anos é talvez o cantor mais ouvido em Portugal.
Joaquim de Magalhães Fernandes Barreiros, mundialmente conhecido como Quim Barreiros, usa o humor e malandrice para com as suas músicas alegrar os ouvintes. Nas Universidades, romarias populares, e festas tradicionais ele é rei, presença incontornável para momentos de estroinice e um pouco de libertinagem.
Entrevista imaginária, recorremos a sites da net para colher informações sobre a personalidade e imaginámos possíveis cenários de resposta.
Aqui vai ela:


Nós - Com que idade iniciou a sua brilhante carreira musical?
Q. B. - Aos 21 anos comecei a minha carreira musical na banda da Força Aérea Portuguesa onde prestei serviço militar durante 6 anos.

Nós - O seu chapéu e pelo seu bigode são marcas inconfundíveis da sua imagem. Porque estes dois elementos?
Q. B. -Talvez por serem aquilo que mais me identificam. Quim Barreiros sem chapéu e bigode não era o mesmo.

Nós - Já pensou, algum dia, pretende abandonar a sua carreira artística?
Q.B. -Largar será quase impossível mas penso reduzir o número de espectáculos pois a idade já começa a pesar.

Nós - Em quantos países já actuou?
Q. B. - Já actuei em 17 países e a todos eles fui contratado para actuar em festas organizadas por comunidades portuguesas.

Nós - Quantos álbuns já editou?
Q. B. - Nos meus quase 40 anos de carreira já editei 28 álbuns e estou a preparar o 29º.

Nós - Qual é a sua música de maior sucesso?
Q. B. -A música com a qual fiz mais sucesso foi “os peitos da Cabritinha”. Toda a gente a conhece e não há espectáculo em que não a toque.

Por Rodrigo Silva, Carlos Morais e Viriato Vaz





... a Motinha!


Motinha, cara sobejamente conhecida da noite de Mogadouro é empregado de um dos bares mais frequentados, o bar Situação. 28 anos, solteiro, bom rapaz simpático cativa os clientes com as suas piadas e brincadeiras. Em seguida podemos saber mais sobre esta pessoa.

Nós - Porque decidiu trabalhar neste bar?
Motinha - Para alem de ser o meu meio de sustento e também gosto de trabalhar nesta área.

Nós - Que tipo de publico frequenta este estabelecimento?
Motinha - O público que frequenta o estabelecimento é dos 18 aos 80 anos.

Nós - Qual a bebida mais pedida pelos clientes?
Motinha - A bebida mais pedida é a cerveja sem dúvida.

Nós - Qual a media de cafés servida por dia?
Motinha - A média servida por dia é 100 cafés.

Nós - As bebidas mais caras que saída têm? Quem as consome?
Motinha - Pouca porque baixo muito em relação a anos anteriores devido a crise.

Nós - Um barril de 30 litros quanto tempo demora a ser consumido?
Motinha - É relativo depende das pessoas que estiverem a consumir.

Nós - Quantos empregados precisam para funcionar normalmente? E ao fim de semana? Motinha - 2 em dias normais e 3 a 5 em dias de festa.

Por David Polónio & Nelson Pinto





... a Sónia Costa

Sónia Costa, 38 anos, mãe de duas filhas, é a mais recente instrutora de condução automóvel de Mogadouro. Simpática, alegre,divertida, alia a vida pessoal com a profissional, demonstrando abertura à variedade de clientela e facilidade no convívio.
Há apenas 3 meses que orienta a Nova Escola de Condução em Mogadouro, trabalhando tanto como secretária como instrutora de lições de código.

Nós – Quais os objectivos que presidiram à abertura da Escola de Condução Pelourinho?
S.C. – Criar posto de trabalho, incentivar e dar uma boa (in)formação aos futuros condutores.

Nós – Gosta da sua profissão? Porquê?
S.C. – Adoro, porque todos os dias faço coisas novas, e além de ensinar aprendo. É uma profissão dinâmica, que me motiva a continuar.

Nós – Se pudesse escolher uma segunda profissão qual seria? Porquê?
S.C. – Paraquedista, porque adoro tudo que provoque adrenalina.

Por Joana & Carla



... a PIM!

Filipe António Pinto Peres, mais conhecido por Pin, é uma das caras mais conhecoidas do C.A.M. (Clube Académico de Mogadouro). Jogador da primeira divisão de Futsal, Liga Sagres, ele é também sócio gerente do bar Via Dupla, um dos mais frequentados e concorridos da vila de Mogadouro, terra onde reside com a sua mãe e o seu irmão e sócio, Carlos.
Nasceu a 7 de Junho de 1982 na aldeia de Brunhoso de onde é natural. Já viajou pelo País devido à sua carreira futebolística, representando várias equipas, e jogou ao lado de grandes nomes do Futsal Português.

Nós - Onde nasceu?
Pim -Nasci na aldeia de Brunhoso, na Rua da Malhada, na cama dos meus pais!!

Nós - Há quanto tempo está a residir em Mogadouro?
Pim - Há precisamente 16 anos.

Nós - Em quantos Clubes já jogou?
Pim - Já joguei em 5 clubes: além do F.C. Mogadourense, joguei no C.A.M. Miramar F.C., F.J. Antunes e G.D. Macedense.

Nós - Desde que idade joga futsal?
Pim Desde os meus 10 anos de idade.

Nós - Qual o seu próximo objectivo?
Pim - Ir à selecção, quem sabe!

Nós - De que forma concilia o seu negócio com a sua carreira?
Pim - Com muito trabalho, muita dedicação e poucas horas de sono.

Nós - Qual o clube em que você sempre ambicionou jogar?
Pim - S. L. Benfica.

Nós - Qual o seu ídolo a nível de futsal e de futebol?
Pim - A nível de futebol os meus grandes ídolos são o Rui Costa e Ronaldo, o Fenómeno; em termos de futsal o meu ídolo é o Ricardinho.

Nós - Em que clube gostaria de acabar a sua carreira?
Pim - No clube em que comecei, o F.C. Mogadourense.

Nós - Quais os seus Planos para o Futuro?
Pim - Casar e ter filhos.

Por André Gomes e Hugo Gomes



... ao SETE!

Via Dupla Bar - um dos mais bares conhecidos de Mogadouro! É frequentado principalmente pela juventude. É um Bar extremamente “cool” -higiénico, divertido, onde os gerentes e empregados são o segredo para o sucesso deste espaço de encontro entre os jovens. O tipo de música também conta...
É gerido por dois manos (não, não são os manos Guedes mas bem poderiam sê-lo!) jovens, simpáticos, populares e muuiito pimpões! Um é jogador profissional de futsal (ver entrevista acima) o outro ocupa-se em full time da gerência do bar. Falamos do mano mais velho, Carlos Peres, mais conhecido por SETE

B. I.
Nome: Carlos Peres
Idade: 27 Anos
Naturalidade: Brunhoso
Profissão: Barman e gerente
Local de trabalho: Via Dupla Bar

Nós - És um dos rostos mais conhecidos e populares da vila. Foi sempre assim?
Sete - Não, não foi. Tive uma infância complicada…

Nós - E a juventude foi também complicada?
Sete - Um pouco, mas bem vivida … (sorrisos...)

Nós - Isso significa o quê, muitas namoradas ... ?
Sete - Algumas... aí umas SETE ! (risos)

Nós - E daí advém a alcunha pela qual és mais conhecido... “7”?
Sete - (Risos) Talvez... quem sabe... Mas foi mais devido a um jogo entre amigos.

Nós - Um jogo?
Sete -... (sorriso)

Nós - Casamento e filhos é algo que perspectivas para o futuro?
Sete - Casamento... não, quando se gosta de alguém não é preciso casar. Mas ter filhos sim, como qualquer pessoa, gostaria de ter filhos.

Nós - Quando surgiu a ideia de abrir um bar?
Sete -Surgiu há 7 anos. Foi um amigo que me incentivou a fazê-lo, visto que eu já trabalhava em bares desde os 10 anos.

Nós - O Via Dupla é muito popular entre o pessoal mais jovem. Qual é o segredo deste sucesso?
Sete -Gosto muito deste trabalho, permite-me de conviver com as pessoas, trocar ideias, conhecer sempre algo mais. Talvez seja a partilha que contribua para o êxito ...

Nós - Tens algum sonho que gostasses de concretizar nesta área?
Sete - Gostava de ter uma rede de bares a nível nacional.

Nós - O teu irmão é um conhecido jogador de futsal. Nunca te despertou a atenção de jogar futebol tal como o teu irmão?
Sete - Não, sempre gostei mais de outros tipos de desportos.

Nós - Tempo livre é algo que não deves ter em abundância. Mas quando se proporciona, como o ocupas?
Sete -Divertir-me com os meus amigos.

Nós - E quanto a férias? O Via Dupla nunca fecha, nem mesmo nos meses de Verão. Gostarias de ir de férias?
Sete - Nos meses de Verão não nos podemos dar ao luxo de fechar. É a altura do ano em que a vila tem mais gente. São os estudantes que regressam, os emigrantes...

Nós - Mas se se proporcionasse para onde gostarias de viajar?
Sete - Escolheria um país tropical, com sol, praia, boa vida. O Brasil, por exemplo.


Por Daniela Afonso e Luís Pedro

18 março, 2009

PRODUÇÃO TEXTUAL

COERÊNCIA E COESÃO


Desporto

O desporto é uma prática essencial para o bem-estar das nossas vidas. Conforme os gostos, aptidões e capacidades das pessoas, há uma multiplicidade enorme de actividades que se podem praticar.A natação tem uma vantagem relação a todas as outras: é o único desporto em que trabalhamos todos os músculos do nosso corpo e é óptima para os ossos; por isso a natação é considerada por muitos o desporto mais saudável para a humanidade. É um desporto que requer muita resistência tal como o futebol, futsal, basquetebol, ténis… O desporto mais praticado pela humanidade é o futebol, por isso lhe chamam “desporto rei”. Este mesmo desporto é um vício um pouco por todo mundo, principalmente na Europa Ocidental e na América Latina. Depois, existem os desportos mais radicais, ski, snowboard... mais praticados nos países nórdicos. Os desportos motorizados, também são praticados um pouco por todo o mundo. Neste tipo de desportos, o evento mais aguardado todos os anos é o “Rali Dakar”. Nesta competição participam pilotos de todo mundo. è uma prova dura de resistência quer física quer moral
Praticar desporto faz bem, ao coração e à mente já para não falar do aspecto físico, do look atractivo de um corpo musculado !! Está alcance de todos, alguns sem implicar grande desgaste às bolsas em crise. Não há desculpas a dar a não ser, talvez, uma preguiça imensurável!

Por Alexandre Varandas



A madeira é uma matéria-prima essencial para construir mobiliário que, por sua vez, é essencial ao conforto e bem-estar das pessoas.
Há vários tipos de madeira e cada uma possui especificidades naturais: a madeira de pinho é mais usada para construir telhados; a de carvalho e castanheiro usa-se mais na construção de moveis e portas, a câmbala é óptima para a construção de soalho, forro e escadas; a de olmo antigamente, era muito utilizada para a construção de agrades; a de freixo é a mais utilizada para a construção de mesas e cadeiras, a usada para a construção de janelas e portas para o exterior.
É verdade que, actualmente, a madeira, a nível de exterior, está a ser substituída por alumínios e outros materiais mais modernos. No entanto, quão confortável é depararmo-nos com os ambientes aconchegantes e hospitaleiros proporcionados pelo acolhimento macio e, por vezes, austero dos móveis de interior. É a primeira mensagem de boas-vindas aos entrarmos da porta para dentro.


Por Paulo Lousas e André Marcos

“Há sempre uma música entre nós”

A música está sempre presente nas nossas vidas, daí a expressão “A música da minha vida” ou “há sempre uma música entre nós” como canta a Dina.
Seja de que género for ela é uma constante. Na casa de banho, nos corredores da escola, no bufete ou no café. Pimba ou pop, baladas ou rock, há de tudo para todos os gostos.

O ROCK, divide-se em várias categorias: o POP-ROCK é uma música leve é fácil de se ouvir; o ROCK-ALTERNATIVO é uma música um bocado pesada, conseguida através da distorção da guitarra e batida da bateria, PUNK-ROCK é muito idêntico ao ROCK-ALTERNATIVO só que com distorções mais pesadas e voz grave e berrenta. O ROCK puro requer uma guitarra trabalhada e um baixo mais definido.
As bandas de ROCK são constituídas por geralmente 3 a 5 elementos, um baixo, 1 ou 2 guitarras, 1 bateria e uma voz. O baixo tem a função de preencher a música e fazer a parte grave tocando sempre a tempo com a bateria; a guitarra preenche a música com tons médios e faz ritmo a contra-tempo com a bateria; opcionalmente também é utilizada para fazer resposta à voz e dar brilho à música quando a voz não canta. A bateria assume o papel de dar o ritmo e os tempos à música, já a voz é fundamental em músicas cantadas, ilustra as letras transmitem-nos histórias de amor, mensagens de vida, mensagens sem sentido.
A música está sempre entre nós.

Por David Polónio e Viriato Vaz

12 março, 2009

As Cores

CORES

Existem vários tipos de cores no mundo: o branco, o preto, o amarelo, o azul, o vermelho, o verde, o laranja, o cor-de-rosa, o roxo…

O branco transmite-nos a paz, o preto a noite escura.
O amarelo os raios de sol, o azul o céu, a água do mar e os olhos das raparigas.
O vermelho o amor e a paixão, o verde o meio natural.
O laranja o fogo intenso do amor, o cor-de-rosa a sensualidade das raparigas.
O roxo, ah o roxo, as mágoas do coração!

Por José Bastião e Carlos Morais


Existem muitas cores, cada uma delas têm alguns significados.
As cores estão proporcionadas no nosso mundo, bonitas e Naturais.
Naturais como o verde, o verde da erva, das árvores, das flores, e da esperança; como o azul do mar e do céu; como o branco da paz, o amarelo do sol, o laranja como o calor do fogo, o vermelho do amor, o preto dos momentos de angústia, o roxo da lembrança, o castanho das rochas, o cinzento dos dias de trovoada e tempestade.
As cores dão vida ao nosso universo sem elas o universo teria existiria vida.

Por Carla e Joana


Deus criou as cores originais, as cores simples e os matrizes visíveis na Natureza. A ciência estudou-as, manipulou-as, e dedicou-se à sua simbologia.
O verde significa a Natureza, o azul pode ser a atmosfera, o vermelho significa o inferno; o castanho significa a terra ou crosta terrestre, o amarelo o sol; o laranja corresponde ao pôr-do-sol; o preto significa a escuridão da noite, o branco significa a paz e a tranquilidade; o cinzento significa os dias chuvosos do Inverno, o roxo o sangue maçado do corpo Humano; o rosa corresponde a felicidade, a vida que parece um mar de rosas.

Por André Ribeiro & Nelson Pinto

10 março, 2009

CRÓNICAS

O amor, o que é isto?

O amor é bom, faz-nos sentir amados, felizes, alegres... É um sentimento forte, marca o nosso coração de sensações intensas, por vezes vigorosas outras vezes que nos fazem fraquejar.
O amor é bom.
O amor é mau. Faz sofrer, faz chorar, faz desesperar, faz emagrecer, provoca insónias.
Discute-se, berra-se. Separa-se ...
O amor é efémero. Pode durar semanas, meses, anos... Tudo depende de cada um de nós, mas no fim tudo acaba em nada.
Uma mão vazia, um coração em cacos.
O amor é mau.

Por Joana Cordeiro



O amor, o que é isto?
Ninguém sabe muito bem o que é. Então para que estão sempre a falar nele?
Sempre a criticá-lo, sempre… sempre em tudo, o amor.
Para mim não significa nada. Isso é coisa de miúdas, elas sonham com isso a todo o instante. Quando era miúdo também pensava nisso... será que eu irei ter amor?
Os meus pais sempre disseram que tinham amor pelos filhos. Ao princípio, ainda pequeno e inculto, eu pensava que isso era só entre pais e filhos. Ao longo da minha vida, ouvi toda a gente falar em amor, o amor isto, o amor aquilo... “o amor está no ar” (coisa fatela!!) e nós andamos apanhá-lo com redes... Há lá coisa mais pirosa!!! Mas as miúdas gostam, vá-se lá saber porquê!
Hoje vejo isso com outros olhos, sinto-o outra profundidade. Amor é sinónimo de namoro, de casamento. Tretas, é o que é!
E depois ainda vem o Camões, armado em engatatão, que morre na solidão, dizer “amor é fogo que arde sem se ver”! Ardesse ele e estávamos todos torrados! E então não seria necessário isqueiros, fósforos e fogões - substituíamo-los pelo amor!

Por Viriato Vaz



O amor é um sentimento forte. Atinge quase toda a gente, pelo menos uma vez.
Todas as pessoas, gostam de amar e se sentirem amadas, serem o centro das atenções, saber que falam de nós, saber que somos o pensamento dela durante grande parte do dia, e da noite… Outras pessoas, não dão importância a isto, simplesmente porque não acreditam no amor.
Para mim, existe mesmo! É bom vivê-lo e, para que possa durar ainda mais, devemos dar carinho, atenção, importância, afecto… Claro que umas prendinhas, uns passeios e idas ao cinema também dá jeito, ajuda a conquistar e a convencer.
Mas, na maior parte dos casos, o amor não dura para sempre. Traições, desgaste, cansaço discussões, desconfianças, ódios...
A desvantagem do amor é que ele é difícil de “gerir”.

Por Alexandre Varandas



Amor... amor...
Amar é querer bem, amar é preocupar- nos com alguém. É extravazar de felicidade, é a encher o peito de alegria, é a beleza personificada.
Amor da família - companheirismo, risos, brincadeiras, cumplicidades.
Amor sexual - sofrimento, dúvida, ciúme, posse, desilusão mas também camaradagem, apoio, um ombro amigo para partilhar sonhos, preocupações, alegrias e desesperos.
Que coisa "tão contrária a si é o amor".

Por Carla Pires


Mas o que é isto do amor?
Um sentimento, uma obsessão.
Bom ou mau?
Sei lá... Faz-nos andar nas nuvens, faz-nos ir à lama; leva-nos à lua, atira-nos para um poço.
Faz-nos parecer tontinhos, assumir atitudes parvas. Torna-nos cegos e surdos, hipnotizados.
Faz-nos sentir perfeitos. No início.
Depois... Depois desmorona.
O eterno torna-se efémero. A partilha vira desprezo, as conversas transformam-se em silêncios, os sorrisos em lágrimas, os sonhos em desalento.
O super-homem transforma-se em sem abrigo; o castelo em barraca.
Mas afinal, o que é isto do amor?

Trabalho de Luís Martins

25 fevereiro, 2009

OS MASS MEDIA

À MANEIRA DE HOLLYWOOD


Will Durant afirmou:

"A nossa cultura é hoje muito superficial, e os nossos conhecimentos são muito perigosos, já que a nossa riqueza em mecânica contrasta com a pobreza de propósitos. O equilíbrio de espírito que hauríamos outrora na fé ardente, já se foi: depois que a ciência destruiu as bases sobrenaturais da moralidade o mundo inteiro parece consumir-se num desordenado individualismo, reflector da caótica fragmentação do nosso carácter.
(...)
Os nossos conhecimentos destroem-nos. Embebedem-nos com o poder que nos dão. A única salvação está na sabedoria"
in "Filosofia da Vida"


E nós, ávidos de sabedoria, embarcámos na proposta da professora de Português: tendo em conta a unidade em estudo, os media, porque não sermos nós os produtores, realizadores, actores e argumentistas do nosso próprio filme? Porque não dirigirmos nós próprios uma "curtíssima-metragem"?
Assim o disse, assim o fizemos. Respondendo ao desafio do concurso "O que é isto de ser Europeu?" organizado pelas Produções Fictícias, imaginámos as cenas e o resto foi... pura diversão!! (http://sitio.dgidc.min-edu.pt/PressReleases/Paginas/ConcursoOqueeistodeserEuropeu.aspx)
Deu trabalho fazer a pesquisa, o levantamento de características específicas dos diferentes povos da UE, organizarmos as sequências...
Mas o saber não ocupa lugar e assim ficámos muito mais sabedores da diversidade deste grande continente, conhecedores de realização e produção cinematográfica.
A continuarmos assim, o Manuel de Oliveira que se cuide!
Veneza, Cannes, Berlim... os próximos prémios de cinema serão nossos!!

Aqui ficam algumas imagens da grande aventura cinematográfica :) :)





OS ACTORES








PRODUTORES





REALIZADORES




O cinema não tem fronteiras nem limites. É um fluxo constante de sonho
Orson Welles

06 fevereiro, 2009

RENASCIMENTO E A MÚSICA


O Renascimento foi uma época de grande desenvolvimento a nível da ciência, literatura, pintura, escultura e música.
Tendo em conta a minha paixão por música (muito mais interessante, atractiva e estimulante que a literatura!) tive curiosidade em conhecer o tipo de música dos séculos XV-XVI.
Foi um trabalho interessante e curioso, a pesquisa motivou-me a querer desenvolver este aspecto. Não fiquei fã deste tipo de música mas a minha cultura geral foi bastante enriquecida. Aqui deixo o resultado da pesquisa efectuada. Vamos a ver se consigo também aqui deixar os trechos musicais que obtive após a pesquisa dos seus autores.


Cláudio Monteverdi

Nasceu dia 15 de Maio de 1567, em Veneza na Itália.
O responsável pelo nascimento da ópera, do século XVI.
Também é considerado o último grande representante italiano do madrigal, que preparou a passagem do estilo musical renascentista para o da música barroca.
Foi também notável na música sacra.



Geovanni Palestrina

Giovanni Palestrina nasceu em Roma, por volta de 1525, não se sabe a data ao certo.
O talento musical manifestou-se no final da infância, vindo, por isso, a estudar música em 1537 como pequeno cantor na escola da Basílica de Santa Maria Maior, retornando à sua cidade natal cerca de 1544 como organista.
Criava música profana.



William Byrd

Compositor inglês, nasceu em Lincolnshire cerca de 1543.
Foi considerado o maior compositor de contraponto da sua época em Inglaterra.
Tocava órgão, e compôs cerca de 140 músicas.



fontes:


Trabalho de pesquisa de Viriato Vaz

Evolução do papel da Mulher

IDADE MÉDIA

A vida das mulheres medievais não era fácil.
De acordo com a classe social a que pertenciam suas funções variavam. Nas classes mais altas, as mulheres tomavam conhecimento em política, economia e até em disputas territoriais. As mulheres dos senhores feudais eram responsáveis pela organização do castelo; supervisionavam tudo, desde a cozinha até a confecção de vestimentas. Elas tinham que saber como preservar a carne e alimentos e também coordenavam todos os empregados. Além disso, tinham que estar preparadas para defender o castelo na ausência de seu marido. As camponesas trabalhavam junto com seus maridos nas terras do senhor feudal e, além disso, ainda tinham que cuidar dos afazeres domésticos. As mulheres não tinham muitas opções: ou se casavam, ou iam para os conventos. Entretanto, o convento não era para qualquer uma, e sim, para uma minoria da alta classe que tinha que pagar uma taxa bastante cara para se tornar uma freira.
A maioria porém, estava destinada ao casamento e a uma vida submissa ao marido. As meninas eram educadas somente para este fim: serem boas esposas. O casamento era arranjado pelo pai quando sua filha ainda era criança. A mulher era como uma propriedade, usada para obter vantagens. Os casamentos geralmente visavam o aumento de terras.
Nas classes sociais mais altas, as meninas eram casadas com a idade de oito anos. A mulher era objecto de seu marido, devendo a este obediência e fidelidade. Dirigia-se a ele com formas de tratamento respeitosas como "meu amo e senhor". Era permitida a agressão física a mulheres quando o marido achasse que ela o havia desobedecido e as histórias de mulheres que sofriam agressões eram contadas nas vilas em tom humorístico. As agressões não podiam causar a morte nem incomodar os vizinhos, entretanto, em caso de adultério flagrante, o marido tinha o direito até mesmo de matar a própria esposa. A lei não poderia intervir em nada.


SÉCULO XVI
Todas as mulheres deveriam aprender sobre a cura e medicina familiar. Mas não deveriam aprofundar ou aprender muito sobre a cura, pois seriam consideradas bruxas; uma verdadeira contradição.
Como se tudo isso não fosse o suficiente, durante a era das fogueiras, o Tribunal do Santo Ofício condenou milhares de pessoas à morte, a maioria mulheres inocentes.
Estas eram acusadas de bruxaria, muitas vezes, por inveja de outros ou por serem mulheres solteiras e solitárias.
O livro Malleus Maleficarum de 1486, escrito por inquisidores alemães, dizia que as bruxas armavam uma conspiração para dominar o mundo. A obra também explicava como localizar a presença de bruxas e identificar feitiços. Como as mulheres tinham que saber um pouco sobre a cura, muitas delas, além de parteiras e cozinheiras, também foram acusadas de bruxaria e condenadas à fogueira. A aversão à mulher como ser mais fraco e, portanto, mais propenso a sucumbir à tentação diabólica era moeda corrente em todas as regiões da Europa - dos pequenos vilarejos camponeses aos grandes centros urbanos. Nos sermões de padres por toda a Europa, proliferava a concepção de que a bruxaria estava ligada à cobiça carnal insaciável do "sexo frágil", que não conhece limites para satisfazer seus prazeres. Com seu "furor uterino", para o homem a mulher era uma armadilha fatal, que podia levá-lo à destruição, impedindo-o de seguir sua vida tranquilamente e de estar em paz com sua espiritualidade.
A mulher, apesar de trabalhar tanto quanto o homem estava sempre em grau de inferioridade. A identidade do pecado original, principalmente na história do cristianismo, foi um fardo pesado para a mulher até o século XVIII. Desde os primeiros cristãos, a busca da austeridade religiosa tornou-se não só uma regra para o aprimoramento espiritual, mas também consagrou o papel da mulher como a principal tentação mundana, capaz de afastar o homem do caminho da purificação.
Petrarca, nome maior do Renascimento afirmou:
“A mulher é um verdadeiro diabo, uma inimiga da paz uma fonte de impaciência, uma ocasião de disputa das quais o homem deve manter-se afastado se quer gozar a tranquilidade.”
E Napoleão
“A mulher é nossa propriedade e nós não somos propriedade dela (...) Ela é, pois, propriedade, tal qual a árvore frutífera é propriedade do jardineiro.”
Trabalho de pesquisa realizado por Rodrigo Silva

DITADO POPULAR OU PROVÉRBIO?

Definição de provérbio

- máxima, breve, popular; adágio, ditado. Pequena comédia que tem por entrecho o desenvolvimento de um provérbio.É máxima sentença, popularizada ou consagrada pelo uso, a qual é menos vulgar, que o adágio e de moral mais segura e severa. Pode ser de autor desconhecidos ou conhecidos como os do "Salomão":
"Até o insensato passará por sábio se estiver calado, e por inteligente se conservar os lábios fechados".

Definição de ditado popular

- a expressão que através dos anos se mantém imutável, aplicando exemplos morais, filosóficos e religiosos. Os provérbios e os ditados populares constituem uma parte importante de cada cultura.Historiadores e escritores já tentaram descobrir a origem dos ditados populares, mas essa tarefa não é fácil.
in http://www.mulhervirtual.com.br/ditados.htm



Por sugestão fizemos uma pesquisa sobre ditados e provérbios relacionados com a mulher. Temática vasta e rica, sites para pesquisar é o que não falta na net. Depois da selecção feita, constatei que a mulher, à vista do povo, é preguiçosa, mandona, causadora de todos os males mas ainda assim indispensável à felicidade do homem: De onde és homem? De onde é a minha mulher.

- A homem calado e a mulher barbada em tua casa não dês pousada.
- A homem ocioso e a mulher barbuda de longe os saúda.
- A mulher casada o marido lhe basta.
- À mulher e à vinha o homem dá alegria.
- À mulher roca e ao marido espada.
- Arruído arruído – deu a mulher ao marido.
- Cresce o outro bem batido como a mulher com bom marido.
- Homem com fala de mulher nem o diabo o quer.
- Homem de palha vale mais que mulher de ouro.
- Homem tendo mulher feia tem a fama segura.
- Homem velho e mulher nova, ou corno ou cova.
- Não há nada como uma mulher para fazer do homem quanto quer.
- O muito fiar dos homens e o pouco fiar das mulheres deitam a casa a perder.
- Traga-o o marido e guarde-o a mulher.


Fontes :
- bitaitadas.blogspot.com/2005/07/sabedoria-pop...
- http://jpn.icicom.up.pt/2005/04/26/a_mulher_nos_proverbios_e_ditados_populares.html


Trabalho realizado por Rodigo Silva

30 janeiro, 2009

CURIOSIDADES DO RENASCIMENTO

Aprendemos que o Renascimento foi uma época de grande esplendor, de investimento estético e artístico, de grande profusão de talentos artísticos, literários, musicais. Dizem-nos os livros que o Renascimento foi uma época de descoberta científica quer nos campos da astronomia quer na
física, na medicina, na matemática e na geografia. Dizem também que surgiu um novo conceito de beleza, que o Renascimento herdou uma desconfiança fundamental do corpo, da sua natureza efémera, dos seus apetites perigosos e das suas inúmeras fraquezas. A Europa do século XVI viria a caracterizar-se tanto por uma vaga de puritanismo e de vergonha em relação ao corpo, à sua aparência e à sexualidade, como viria a celebrar-se pelo seu culto da beleza e pela redescoberta do nu.



A Mulher
" Nesta época, a mulher decidiu sair da obscuridade e revelar-se mais, visto que na Idade Média, muito pouco podia fazer, decidiu agora vir com novas exigências, principalmente a nível do seu aspecto.
O ideal medieval da dama aristocrática graciosa, estreita de ancas e de seios pequenos, deu lugar nos finais do século XV e durante o século XVI, a um modelo de beleza feminina mais roliça, de ancas largas e seios generosos, que se iria manter até finais do século XVIII.

O corpo e a beleza física ganharam importância histórica a partir do final da Idade Média com a Renascença.
As mulheres manifestaram uma tendência para se vestirem de forma mais pudica. Os seus vestidos compridos e volumosos, revelavam uma cintura torneada ainda mais delgada pelo uso do espartilho, e, quando os costumes mais liberais o permitiam, podiam mesmo exibir um peito leitoso e adequadamente empoado e pintado com rouge. "
O neoplatismo renascentista veio atribuir um novo valor à beleza ao reconhecê-la como sinal exterior e invisível de uma “bondade” interior e invisível. A beleza já não é considerada um trunfo perigoso, mas antes um atributo necessário do carácter moral e da posição social. Ser bela tornou-se uma obrigação, já que a fealdade era associada não só à interioridade social, mas também ao vício. O invólucro exterior do corpo tornou-se um espelho no qual o íntimo de cada um ficava visível para todos."


Higiene

Mas se o aspecto era o espelho da índole da mulher, o que dizer dos seus hábitos de higiene pessoal?

"A higiene corporal veio nos séculos XVI e XVII a transformar-se numa questão a que a água era alheia, e onde a limpeza da roupa branca substituía a limpeza da pele.

O receio da água deu origem a uma série de substitutos, tais como os pós e os perfumes, que criaram uma nova base de distinção social. Mais do que nunca, a limpeza passou a ser prerrogativa dos ricos.
Passou também, a ser dada mais atenção às partes do corpo que se apresentavam descobertas, como a cara e as mãos, sendo então a água utilizada para a sua higiene. Mas no geral, ainda no século XVI, a preocupação com a higiene pessoal foi deixada de lado, o que contribui para o crescimento do uso de maquilhagem e perfumes.
A higiene baseava-se em usar roupa lavada até ficar suja, pois tinham a ideia de que a roupa absorvia a sujidade.
Os dentes eram lavados com um produto 100% natural: urina, cinzas ou saliva.
A roupa não era lavada, mas sim sacudida e carregada de perfume. As mãos eram lavadas apenas de 3 em 3 dias, e a face era limpa com clara de ovo ou vinagre para aclarar e amaciar a pele.
A sujidade era escondida com doses enormes de maquilhagem. Para evitar o mau cheiro nas axilas, embebiam a pele com trocisco de rosas."


Cosméticos

"Durante esta época a figura feminina passou a ter mais valor, e a utilização excessiva do perfume devia-se à falta de higiene. A actividade social obrigava a que houvesse um cuidado pessoal maior.
Nesta época, descobre-se também o álcool, extractos essenciais, princípios orgânicos cristalizados, óleos, etc... ficando a alquimia como um ponto alto, visto que a cosmética beneficia cada vez mais com o seu desenvolvimento.
Várias cidades europeias tornaram-se centros produtores de sabão, que era considerado um produto de luxo, usado apenas por pessoas ricas.
Nos finais do século XVI o uso do pó de arroz tornou-se uma condição necessária de limpeza. Os pós perfumados e coloridos tornam-se então parte integrante do arranjo diário dos ricos. Este acessório proclamava a limpeza, o estatuto social de quem o utilizava.
A preocupação com o aspecto fez com que as mulheres nobres usassem durante o dia alvaiade, e à noite cobrissem a cara com emplastros de vitelo cru molhado no leite afim de minimizar os efeitos nocivos causados pelo alvaiade.
Utilizavam-se também luvas perfumadas, usadas apenas pelos nobres da Corte Europeia.
Esta excessiva forma de uso de fragrâncias proporcionou a profissionalização da actividade do perfumista.
Entre o século XV e XVI, os óleos essenciais continuaram a influenciar a saúde e a felicidade. Pois porque se alguns perfumistas criaram aromas sedutores, bem como mortíferos venenos, as essências serviram também como boa causa de lutar contra infecções."



Trabalho de pesquisa realizado por Hugo Gomes


29 janeiro, 2009

Auto-Retrato

Falando fisicamente,
Até que estou recheado,
Pele clara, olho escuro,
Cabelo meio acastanhado,


Mas que bruto corpanzil,
E que cara tão vermelha,
Se a coisa que mais gosto,
É comer filhos de ovelha,


Gosto de estar com os amigos,
E adoro divertir-me,
Sou uma pessoa alegre,
E passo a vida a sorrir.



Trabalho produzido por Rodrigo Silva

28 janeiro, 2009

PROVÉRBIOS SOBRE A MULHER

A mulher é tema de canções, poemas, reflexões e até motivo de anedotas e provérbios.
Por sugestão da professora realizei uma pesquisa sobre o tema e compilei uma série de provérbios sobre o "sexo fraco".
Aqui fica o registo:


- A casa é das mulheres e a rua é dos homens .
- A mulher casada o marido lhe basta .
- À mulher e à vinha o homem dá alegria.
- A mulher e o vinho tiram o homem do seu juízo.
- Do vinho e da mulher livre-se o homem, se puder.
- De nenhuma mulher há que fiar e de todo o homem há muito que temer.
- Do homem a praça, da mulher a casa.
- Entre dez homens nove são mulheres .
- Entre marido e mulher nunca metas a colher.
- Formosura de mulher não enriquece o homem.
- Fumo, goteira e mulher faladora põem os homens da porta para fora .
- O que o marido proíbe a mulher o quer.
- À luz da candeia não há mulher feia.
- A melhor entidade da terra é uma boa mulher e a pior, a que é má.
- A mulher que a dois ama, a ambos engana.
- Da cintura para baixo não há mulher feia.
- Duas mulheres fazem um mercado, quatro uma feira.
- A mulher é o defeito mais belo da natureza.
- A mulher e a sardinha, quer-se pequenina.
- A mulher é um animal de cabelo comprido e entendimento curto .
- A mulher é a obra mais perfeita do universo .
- As mulheres são crianças grandinhas.
- A melhor mulher é a que não conseguimos.
- A mulher não vai além de fêmea.
- Há só duas mulheres boas no mundo: uma que já morreu; outra, que ainda não nasceu .
- À donzela honesta, o trabalho é festa .

sites consultados:
www.roteirosonline.com.br/mulher.htm

trabalho realizado por Paulo Lousas

SER POETA

No âmbito do estudo do texto lírico, analisámos a obra de Florbela Espanca e escutámos este seu soneto pela voz de Luís Represas.

Ser poeta é ser mais alto, é ser maior
Do que os homens! Morder como quem beija!
É ser mendigo e dar como quem seja
Rei do Reino de Aquém e de Além Dor!

É ter de mil desejos o esplendor
E não saber sequer que se deseja!
É ter cá dentro um astro que flameja,
É ter garras e asas de condor!

É ter fome, é ter sede de Infinito!
Por elmo, as manhãs de oiro e de cetim...
É condensar o mundo num só grito!

E é amar-te, assim, perdidamente...
É seres alma, e sangue, e vida em mim
E dizê-lo cantando a toda a gente!



Podem encontra-lo no:

por Luís Martins

27 janeiro, 2009

Moda no Renascimento


O VESTUÁRIO PORTUGUÊS DOS SÉC.XV e XVI

A moda do Renascimento favoreceu os acessórios. Os cintos e cintas tiveram uma importância fundamental e eram feitos em vários materiais, não muito chamativos ou sumptuosos como os masculinos, mas por vezes, dissimulados. Acompanhavam a cintura feminina, que se usou baixa durante a segunda metade do século XIV e princípios de XV, subiu e manteve-se alta, pouco abaixo do peito, como o costume medieval antigo. As cintas ajudavam a modelar o tronco, tornando as Damas mais elegantes. As diferentes peças do vestuário podiam ligar-se por meio de atilhos, firmais ou botões.

As golas ou colarinhos, verdadeira inovação do século XVI quanto à exuberância, fizeram grande furor. De influência espanhola, de início esboçadas como simples peças encrespadas que envolviam o pescoço, tornaram-se tão complexas que, segundo se dizia,, obrigavam a que se tivesse de alongar o cabo dos talheres, porque de outro modo o colarinho não permitia levá-los à boca. Foram famosíssimas as golas enrocadas e de canudos, designadas ainda por outros autores como gorgeias, usadas também pelos homens. Eram peças confeccionadas em linho ou em outros tecidos mais finos, numa sucessão de canudos circulares em volta do pescoço.


Véus, turbantes, enxaravias, coifas simples ou coifas avançadas e crespinas constituíram, grosso modo, os toucados femininos, muitos deles de influência francesa e flamenga. A grande multiplicidade de chapéus femininos torna quase impossível definir um tipo de toucado médio. O "Hennin", chapéu altíssimo do qual pendiam véuspouca influência teve em Portugal, tal como o "coiffure à cornes", do mesmo género.
(pesquisa elaborada no âmbito do estudo da época renascentista)