25 dezembro, 2008

Autobiografia

Carla Pires

Olá, meu nome é Carla Patrícia Pires.
Nasci no dia quinze de Março de mil novecentos e noventa e dois, num dia se sol, pelo meio-dia, em Bragança.
Nasci aos nove meses, com 2.750 kg. Nunca gostei de chupeta e comecei, entretanto, a chupar no dedo.
Baptizei-me aos cinco meses no mês de Setembro de mil novecentos e noventa e dois.
Começaram-me a rebentar os dentes aos nove meses e comecei a andar aos dez.
Aos três anos tive a minha primeira aventura: andava lá por casa a brincar e doía-me tanto a barriga que comecei a mexer nuns frascos que a minha mãe tinha lá por casa. Não sabia o que aquilo era e meti uns à boca… A minha mãe estava a tratar do almoço e quando deu por mim a chorar e com convulsões já eu estava quase toda roxa. Apesar de mal de perceber o que eu dizia, ela entendeu e os meus pais levaram-me de imediato para o hospital de Macedo de Cavaleiros onde me fizeram uma lavagem ao estômago. Fiquei essa noite em observações para saber se não haveria outras complicações.
Assim fui passando o meu tempo, a brincar, até à altura da escola onde fui pela primeira vez com sete anos de idade.
O meu primeiro dia de aulas foi esperado com muita ansiedade pois não sabia o que aquilo era. Na escola sempre me portei bem e tirei muito boas notas. A professora que tinha era muito má, exigente, algum erro que eu desse puxava-me as orelhas. Muitas vezes chorava e fingia que me doía a barriga para não ir à escola. Começaram a cair-me os dentes por essa altura
Aos doze anos comecei a sentir os primeiros problemas da puberdade: borbulhas no rosto, modificações corporais e hormonais… Vergonha, inconstância, confusão, sentimentos contraditórios marcaram a minha adolescência. Tive a minha primeira experiência com maquilhagem quando entrei para o 3º ciclo. A partir daí, gostei, e nunca mais parei. Reprovei uma vez no sétimo ano – adolescência e preguiça em doses iguais foram a receita para este insucesso.
Optei depois por um curso CEF – o ensino regular não me dizia grande coisa, o CEF tinha uma vertente mais prática. Gostei, continuei, agora encontro-me neste curso profissional que pretendo continuar até terminar o 12.º ano.

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